Deslocamentos na escrita da memória: o retorno em Aline Motta e Aimé Césaire

Autores

  • Mauro Gabriel Morais da Fonseca Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.681

Palavras-chave:

Memória, Identidade, Retorno, Aimé Césaire, Aline Motta

Resumo

O presente trabalho visa discutir a noção de retorno na obra A água é uma máquina do tempo, da escritora e artista multimídia Aline Motta, numa análise comparativa com o clássico trabalho de Aimé Césaire, Diário de um retorno ao país natal. Enquanto Césaire volta à ilha caribenha da Martinica, recuperando sua vinculação com a Mãe África e a experiência coletiva dos negros colonizados, Motta busca sua ancestralidade como quem desfia uma trama, investigando arquivos, analisando seu território e, de alguma forma, também chegando ao continente africano. O poeta martinicano, no entanto, tensiona a ideia de nação, enquanto a poeta brasileira enfoca o universo familiar e seus ecos ancestrais. Nesses deslocamentos, ambos fazem uma escrita da memória que conjuga indivíduo e coletividade.

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Referências

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Publicado

2026-09-16

Como Citar

Morais da Fonseca, M. G. (2026). Deslocamentos na escrita da memória: o retorno em Aline Motta e Aimé Césaire. Jangada: Crítica | Literatura | Artes, 13(2), e130210. https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.681