Uma miríade de impressões: o arquivo como artifício textual em "The Aspen Papers", de Henry James

Autores

  • Thaís Marques Soranzo Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.688

Palavras-chave:

Henry James, The Aspern Papers, Arquivo, Criação

Resumo

Este artigo discute o arquivo como artifício textual em “The Aspern Papers” (1888), de Henry James. Mais do que fonte de conhecimento capaz de assegurar a exatidão dos fatos, o arquivo é antes um recurso inventivo que, a partir do relato em primeira pessoa de um editor anônimo, dá ensejo a fabulações que envolvem o leitor num jogo interpretativo. Em meio à agitação da moderna Veneza, a miríade de impressões que arrebata o narrador revela-se um procedimento que lança luz sobre o texto enquanto criação. Convertidos em objeto de ficção, os manuscritos pessoais, a exemplo dos registros do próprio James, são assim terrenos férteis para a atividade imaginativa e a percepção crítica.

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Publicado

2026-09-16

Como Citar

Marques Soranzo, T. (2026). Uma miríade de impressões: o arquivo como artifício textual em "The Aspen Papers", de Henry James. Jangada: Crítica | Literatura | Artes, 13(2), e130212. https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.688