Metamodernismo, mapeamento cognitivo e a construção de uma imagem de escritor em 'Estação Atocha' de Ben Lerner

Autores/as

  • Wibsson Ribeiro Lopes Unicamp

DOI:

https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.682

Palabras clave:

Ben Lerner, Metamodernismo, Imagem de escritor

Resumen

O presente estudo é uma leitura da obra Estação Atocha, de Ben Lerner, tomando como base a sua inserção em um cenário pós-moderno, marcado por uma sensação de paralisia do tempo histórico (Jameson, 1997). A partir da compreensão de que Lerner estaria jogando com recursos tanto da ficção modernista quanto pós-modernista, dialogando assim com o chamado “metamodernismo”, queremos mostrar como o romance é, na verdade, uma grande problematização das proximidades e distâncias entre literatura (especialmente poesia) e política, valendo-se de recursos de gêneros como o ensaio, a prosa poética, e de uma relação profundamente irônica com certas tradições da Teoria Literária contemporânea. Ao final, o que se apresenta é a construção de uma “imagem de escritor” (Gramuglio, 2017), com o personagem Adam Gordon, narrador do livro, servindo como veículo de diversas tensões e contradições em torno da posição da literatura em um mundo caótico e em profunda transformação.

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Publicado

2026-09-10

Cómo citar

Lopes, W. R. (2026). Metamodernismo, mapeamento cognitivo e a construção de uma imagem de escritor em ’Estação Atocha’ de Ben Lerner. Jangada crítica | Literatura | Artes, 13(2), e130205. https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.682