Escrevendo do outro lado da porta: escritas de si, neo-arquivo e a fabulação crítica em 'Um mapa para a porta do não-retorno', de Dionne Brand

Autores/as

  • Thiago Moyano Universidade de São Paulo
  • Layla Gomes Universidade de Brasília - UnB

DOI:

https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.689

Palabras clave:

Dionne Brand, Escritas de Si, Autobiografia, Fabulação Crítica, Neo-Arquivo

Resumen

Este artigo analisa Um mapa para a porta do não-retorno: notas sobre pertencimento (2022), de Dionne Brand, investigando como a autora reconfigura a escrita autobiográfica para examinar  formas de representação da experiência diaspórica afro-atlântica. Partindo dos debates sobre autobiografia, life writing e escrita autobiográfica pós-colonial, o estudo discute como Brand articula memória, ensaio, poesia e reflexão histórica em uma narrativa fragmentária que desafia modelos lineares de representação do eu. Em diálogo com a fortuna crítica da autora, propõe-se uma leitura da obra a partir das noções de Neo-Arquivo e fabulação crítica, formuladas por Erica Johnson e Saidiya Hartman. Argumenta-se que Brand transforma as lacunas produzidas pelo arquivo colonial em princípio estruturante de sua escrita, mobilizando a imaginação como prática crítica de reconstrução da memória e de elaboração de formas de pertencimento na diáspora negra.

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Citas

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Publicado

2026-09-10

Cómo citar

Moyano, T., & Gomes, L. (2026). Escrevendo do outro lado da porta: escritas de si, neo-arquivo e a fabulação crítica em ’Um mapa para a porta do não-retorno’, de Dionne Brand: . Jangada crítica | Literatura | Artes, 13(2), e130206. https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.689